quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

De Saulo Jacques para Dan Soares (2006)


palco montado e asas abertas
ninguém mais!
só o elegante pássaro arriscando um poema
e flertando com a palavra que ecoa pelo beco

braços abertos
ninguém mais!
só palavras e gritos que dizem tudo
até seu fôlego esvair
e se sentir mais humano e menos divino

o poeta copacabana, centro, zona norte
o poeta rio urbano que critica
e se estica pra dobrar as esquinas e quadras
da selva de pedras

jovem poeta romântico da Zona Sul
que não larga o verso
e mesmo com a despedida da senhora  madrugada
continua sendo rato!





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